Os vinhos tintos da Argentina

Os vinhos tintos da Argentina

A Argentina é um país que pertence ao Novo Mundo, no que diz respeito a viticultura, e que tem o vinho como uma parte muito importante e presente na sua cultura.

Quase sempre a primeira coisa que vem em nossa cabeça quando pensamos em vinho tinto argentino é a variedade Malbec, que é sem dúvida um ícone da viticultura naquele país.

Porém, tem outros vinhos tintos argentinos que também tem seu destaque e vale muito a pena saber um pouco mais sobre eles.

Então, hoje vamos falar das variedades tintas, onde elas são cultivadas na Argentina, e é claro, algumas características desses vinhos. Isso vai te ajudar a prestar mais atenção quando for comprar um vinho argentino, e servirá de base para começar a entender as diferenças entre as inúmeras opções de vinhos tintos desse país.

As variedades tintas ocupam em média 58% da superfície total de cepas cultivada no país, sendo elas:

🍇 Malbec: todas as regiões vitivinícolas argentinas cultivam a Malbec, sendo que a maior região produtora é a província de Mendoza (mais ou menos 85% da produção), seguida de San Juan e Salta. Os melhores vinhos de Malbec vem de vinhedos de altitude como o vale de Uco e Luján de Cuyo (em Mendoza).

🍇 Bonarda: é uma variedade bem tradicional na Argentina e a segunda mais cultivada, principalmente na região quente no leste de Mendoza.

🍇 Cabernet Sauvignon: na Argentina encontramos a Cabernet Sauvignon em clima continental sendo Mendoza, San Juan, La Rioja e Salta as principais regiões produtoras.

🍇 Syrah: seu cultivo tem aumentado no país sendo principalmente cultivada no Valle de Tulum (em San Juan), no Valle de Uco e leste de Mendoza.

🍇 Tempranillo: cultivada principalmente em Mendoza.

🍇 Merlot: se desenvolve bem em terrenos mais altos e frescos, principalmente Valle de Uco e Patagônia.

🍇 Pinot Noir: adquire concentração na Argentina devido ao tipo de solo, a amplitude térmica (diferença de temperatura entre o dia e a noite) e a grande incidência solar. Encontramos em sua maioria na região de Mendoza seguida de Neuquén.

🍇Cabernet Franc: encontramos essa cepa em pequenas quantidades mas bem adaptada aos vinhedos de altura principalmente em Mendoza. Muito usada em blens com a Merlot e Cabernet Sauvignon. Algumas vinícolas do Valle de Uco, Luján de Cuyo e Patagônia já começam elaborar varietais interessantes com essa variedade.

A seguir vamos ter as características normalmente encontradas nos vinhos elaborados a partir dessas variedades de uma maneira geral. O importante aqui é sabermos que os vinhos mudam e adquirem outras características organolépticas (cor, aroma e sabor) dependendo do terroir específico:

🍷Malbec: podem ser vinhos jovens (com nenhuma ou pouca passagem por carvalho) onde prevalecem frutas vermelhas, taninos equilibrados, toques de ervas e com mais acidez. Nos vinhos mais evolucionados em madeira encontramos mais frutas negras e aromas cedidos pela madeira como chocolate, tabaco e coco.

🍷 Bonarda: os vinhos tem bom corpo, coloração intensa, boa estrutura e bem frutado. Costuma também ser usada em cortes para aportar intensidade de cor e podem ser envelhecidos por causa da sua boa estrutura.

🍷 Cabernet Sauvignon: apresenta três estilos, por exemplo: na região noroeste, os vinhos tem cor intensa, são frutados com aromas de pimentão. No Cuyo apresenta caráter de frutas mais maduras e quanto mais ao sul, os vinhos se tornam mais terrosos e minerais.

🍷 Syrah: vinhos de cor intensa, aromas florais quando jovem e quando envelhecidos apresentam toques de especiarias e animais.

🍷 Tempranillo: apresenta aromas frutados mais simples quando jovem e podem envelhecer bem, adiquirindo notas tostadas.

🍷 Merlot: os vinhos são ricos em boca sem chegar a ser potentes.

🍷 Pinot Noir: vinhos elegantes com aromas frutados e terrosos.

🍷 Cabernet Franc: costuma ser um vinho profundo, expressivo, com frutas vermelhas, ervas, especiarias, taninos firmes com boa capacidade de guarda.

Agora que você conheceu as outras possibilidades de vinhos tintos argentinos além da Malbec, você pode colocar em prática bebendo e anotando as características que for percebendo de acordo com cada variedade de uva e depois pode ir mais além, comparando vinhos argentinos com vinhos de outros países, da mesma variedade e ir percebendo as diferenças entre eles.

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