Degustação de vinhos – parte 1 – análise visual

Degustação de vinhos – parte 1 – análise visual

Hoje vamos aprender alguns pontos chaves para começar a analisar visualmente um vinho. A primeira vista conseguimos obter algumas impressões sobre o estilo dos vinhos que vamos beber.

O que é a degustação

Degustar é fazer a análise sensorial, ou seja, analisar através dos nossos sentidos (visão, olfato e paladar) os estímulos que o vinho nos desperta.

                                                 Estímulo – sentido ao cérebro – sensação verbalizada

Degustar é uma questão de prática, quanto mais treinamos mais vamos aumentando a nossa base de dados.

E se você está começando a analisar os vinhos que bebe, não se preocupe pois o degustator iniciante geralmente tem o paladar mais livre de influências.

A análise sensorial do vinho é composta de três fases: a visual, a olfativa e a gustativa.

Serve para identificarmos as qualidades do vinho (boas ou ruins).

A degustação é sempre subjetiva e não significa que você tenha que gostar ou não do vinho.

Vamos praticar

Para iniciar uma degustação é necessário prestar atenção em alguns detalhes. É importante, por exemplo, que o ambiente tenha uma iluminação adequada.

  • Colocamos vinho na taça até 1/3 da sua capacidade para que não derrame e seguramos a taça pela base;
  • Vamos inclinar a taça sobre uma superfície branca. No centro da taça vamos ver a cor do vinho e na borda observamos uma tonalidade (matiz) diferente que são os reflexos;
  • Em seguida giramos a taça para observar a fluidez e as lágrimas.

O que observamos na análise visual

  1. Cor: pela cor já podemos definir se o vinho é branco, tinto ou rosé. A cor do vinho vai depender da variedade de uva, do processo de elaboração, do envelhecimento e da evolução do vinho. E também vai nos dar pistas se o vinho é jovem ou mais envelhecido. Por exemplo:
  • Tintos: reflexo violeta (jovem) e alaranjado terroso (evolucionado);
  • Brancos: esverdeado (jovem) e dourado (evolucionado).
  1. Intensidade da cor: a intensidade da cor também nos mostra a estrutura do vinho. Nos vinhos tintos, se a cor é profunda e intensa, provavelmente o vinho terá mais corpo. Se a cor for menos intensa, o vinho terá um corpo mais leve.
  1. Perlage: são as borbulhas dos vinhos espumantes, ou seja, é o gás carbônico desprendido no líquido e que diferem esses, dos vinhos tranquilos.
  • Espumantes jovens: tem várias colunas de borbulhas mais grossas com uma evolução mais rápida.
  • Espumantes envelhecidos: quanto mais finas as borbulhas, mais tempo de envelhecimento teve o espumante.
  1. Vinho tinto: as cores dos vinhos tintos podem ser: púrpura, violeta, ameixa, cereja, rubi, castanho e etc…

Os reflexos podem ser púrpura, violeta, roxos, se os vinhos são jovens. E alaranjados terrosos, se os vinhos são mais velhos.

  1. Vinho branco: as cores dos vinhos brancos vão desde o amarelo pálido esverdeado quando jovem e dourados nos vinhos mais velhos ou com passagem por madeira. Quanto mais brilhantes com reflexos verdes, mais jovem é o vinho. Reflexos dourados com menos brilho, mais envelhecido. A gama de cores variam entre amarelo pálido, amarelo limão, amarelo dourado, ouro, ámbar, ocre e etc…
  1. Vinho rosé: dependendo da variedade que foi elaborado o vinho rosé, as cores podem variar entre tons mais suaves de cereja, salmão, rosa, laranja e casca de cebola.
  1. Lágrimas: quando giramos lentamente a taça notamos pequenas gotas que que se formam na parede da taça que chamamos de “lágrimas”, que se formam pela evaporação do álcool e aderência do vinho à taça. Elas nos mostram se o vinho é mais alcoólico e encorpado ou menos alcoólico e mais leve. Uma lágrima mais densa que escorre lentamente pode nos indicar um vinho com mais corpo e mais alcoólico.
  1. Borras ou sedimentos: são formações de bitartratos e antocianos (substâncias colorantes) que precipitam durante o envelhecimento ou evolução dos vinhos. Podemos percebê-los durante a análise visual.

É mais comum encontrarmos esses sedimentos em vinhos mais velhos, porém podemos encontrá-los também em vinhos jovens que não foram filtrados nem clarificados (muito comum atualmente).

Bom, essa foi a primeira fase da degustação de vinhos. Ainda temos mais duas etapas, a olfativa e a gustativa que abordaremos em próximos artigos.

Para facilitar e aprender a degustar os vinhos, sugiro que você pratique. Não tem outra maneira de aprender a não ser praticando muito. No início parece ser complicado perceber aromas e sabores nos vinhos, porém praticando e estudando, adquirimos essa habilidade. Então mãos na taça !!! Se desejar aproveite algumas ofertas que disponibilizamos em nosso Blog (sem nenhum custo adicional) para comprar, no conforto do seu lar, alguns vinhos. Basta acessar nossa página ➨ Ofertas de Vinho.

Abra um vinho e comece a praticar tudo que falamos hoje.

Caso tenha alguma dúvida sobre vinhos é só perguntar. Aqui no blog disponibilizo meu WhatsApp para facilitar a comunicação. É só enviar sua dúvida ou comentário.

Temos também disponível o vídeo lá em nosso canal no YouTube sobre essa fase da degustação. Confere lá.

Salud 🍷🍷!!

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5 Comentários

  1. Muito bem detalhado, já aprendi coisas novas, obrigado.

  2. Eloísa Meireles disse:

    Parabéns
    Excelentes dicas!! 🍷