Regulamentação oficial das Denominações de Origem em Portugal

Regulamentação oficial das Denominações de Origem em Portugal

Hoje vamos falar sobre como foi a evolução das regiões vitivinícolas portuguesas no que diz respeito a Denominação de Origem desse país tão querido e grande produtor de vinhos. Dessa maneira você vai entender o que significam as diferentes classificações de origem do vinho português. 

Vamos citar também como é a classificação atual de acordo com a qualidade do vinho.

E o que isso significa na prática em relação ao vinho? Ter conhecimento disso vai te ajudar a entender melhor quando for comprar seu vinho. Você vai ter mais segurança na hora de ler os rótulo dos vinhos portugueses. 

Começamos dando um panorama resumido do que é a Denominação de Origem (DO) para que você entenda tudo bem direitinho. 

Cada país produtor de vinho na Europa tem sua própria classificação mantendo uma certa relação comum na União Européia em relação as Denominações de Origem dos vinhos. 

As DOs são constituídas por conselhos reguladores que além de delimitarem a área geográfica das regiões produtoras de vinhos estabelecem:

  • regras de plantio,
  • tipos de variedades de uvas permitidas, 
  • método de vinificação e envelhecimento dos vinhos,
  • etc.

Também estabelece regras para definir a qualidade, além do controle através de análise química e degustação dos vinhos. 

Antigamente, antes de existirem as DO´s em Portugal, as características dos vinhos já eram bem definidas e reconhecidas de acordo com a sua origem, ou seja, as características transmitidas pelo terroir já eram bem identificadas.

Porém, Portugal acompanhando uma tendência que acontecia em outros países produtores, começa a delimitar geograficamente as suas regiões produtoras: 

  • 1907/1908: começa oficialmente o processo de regulamentação das DOs com as regiões do Vinho do Porto, Vinho Verde, Setúbal, Colares, Madeira, Dão, Carcavelos.
  • 1979: se juntam as regiões do Algarve, vinhos não fortificados do Douro, Bairrada. 
  • 1986: surge a Indicação de Proveniência Regulamentada (IPR) que são regiões com potencial para se tornarem futuras DO´s e que seguem também regras. 
  • Vinho Regional: com a adesão de Portugal à União Européia há uma adaptação as regras comunitárias sendo criada a classificação Vinho Regional para os vinhos de mesa com Indicação Geográfica, por exemplo: Vinho Regional Alentejano, Vinho Regional de Lisboa, etc… Os vinhos com essa classificação se diferenciam das DOs pois não obedecem algumas regras, por exemplo, alguns produtores optam por usarem variedades de uvas que não são permitidas pela D.O. e isso não significa que tenham menos qualidade. 

Atualmente são reconhecidas em Portugal 33 Denominações de Origem e 8 Indicações Geográficas. 

Agora você já vai saber ler melhor os rótulos dos vinhos portugueses no que diz respeito a classificação da procedência geográfica. 

Bons vinhos 🍷🍷

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